Artigo “Primavera das Mulheres” no Jornal Abaixo Assinado de Jacarepaguá (Dezembro/2015)

Artigo sobre os protestos de mulheres no Rio de Janeiro nos últimos meses de 2015, publicado no jornal comunitário Jornal Abaixo Assinado de Jcarepaguá (JAAJ)

http://jaajrj.com.br/blogs/wp-content/uploads/2016/01/JAAJ_88_dezembro-1.pdf

Segue o texto completo:

A Primavera das Mulheres já começou!

Desde setembro, o Rio de Janeiro tem sido privilegiado com vários protestos de mulheres. Além de denunciar todas as opressões diárias sofridas pela população feminina, alguns celebraram datas como o Dia Latino Americano e Caribenho pela Legalização do Aborto e o Dia de Combate à Violência Contra a Mulher. Foram organizados por membras da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA) e outras mulheres. Tantos atos em pouco tempo chamam a atenção da sociedade para questões que têm colocado as vidas e direitos das mulheres em risco.

Os protestos se voltaram, principalmente, contra Eduardo Cunha, presidente do Congresso Nacional. Ele tenta aprovar o projeto de lei PL 5069, que criminaliza qualquer pessoa que facilite um aborto, seja com informações, remédios ou a própria execução de métodos cirúrgicos. Ele também determina que mulheres estupradas façam exame de corpo de delito antes de serem encaminhadas à execução do aborto, que hoje é um direito garantido sem tantos entraves. O projeto de lei ainda deixa a critério da/do profissional de saúde receitar ou administrar procedimento ou medicamento que considere abortivo, incluindo a pílula do dia seguinte. Tudo isso significa submeter mulheres a métodos abortivos mais perigosos (pela falta de informação), constranger mulheres violentadas e limitar o uso de medicamento já legalizado. As mulheres cariocas também protestam contra a candidatura à prefeitura de Pedro Paulo Carvalho, conhecido por ter agredido a ex-esposa física e psicologicamente.

Mas as mulheres do Rio de Janeiro não marcham só por aqui, não! Nosso estado enviou militantes negras de diversas cidades para a Marcha das Mulheres Negras 2015, em Brasília. Elas voltaram dispostas a continuar sua luta, para mostrar que não vão mais ser as marginalizadas, pedintes, catadoras de lixo, empregadas domésticas do país. Elas são a base econômica do Brasil e a conquista de seus direitos e sua visibilidade, em todos os espaços, é que vão fazer a nação avançar.

 

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